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Vou aproveitar este post para vos falar de duas coisas. A primeira, o meu trauma com a introdução da gema; a segunda, a moda do cuscuz cá em casa, que veio para ficar!

A gema do ovo, a gema do ovo… Quando tive de introduzir a gema do ovo na alimentação da L. nunca imaginei o drama pelo qual iria passar. Pois é, a L. não tolerou bem a gema do ovo. Comecei com uma introdução gradual, tal como a pediatra indicou, por volta dos 9 meses: primeiro 1/4 de gema, depois 1/2 gema e por fim 1 gema inteira, cada teste intervalado de uma semana. 1/4 de gema correu bem, mas quando chegámos à 1/2 gema, a L. não tolerava. Experimentei 3 vezes, e o resultado era sempre o mesmo: vómito 3h depois de a comer. Em conversa com a pediatra resolvemos adiar nova experiência para depois dos 11 meses, e aí já correu melhor. Verdade é, que a L. nunca gostou muito de ovos (coisa que eu adooooro). Às vezes é assim, o organismo dos bebés não está preparado para certos alimentos ainda, o que não indica que sejam alérgicos ou intolerantes. Simplesmente temos que esperar que o sistema digestivo ganhe um pouco mais de maturidade, e voltar a tentar. Com esta aventura da L. e do ovo, cheguei à conclusão que não se deve ter pressas na introdução de alimentos na dieta do bebé, eles lá terão tempo de comer de tudo.*

E depois nasceu a T., e a introdução da alimentação complementar da T., e eventualmente a gema, outra vez… outra vez a gema, o drama, o horror, a tragédia. Acho que as pessoas mais próximas já não me podiam ouvir (ou ler) mais a falar da porcaria da gema, e que preferia que as galinhas não existissem, sequer! Ou pelo menos que não pusessem ovos, e dessem à luz pintainhos como os mamíferos. Chega de idiotices, até porque – não sei se já disse hoje – adoooooooro ovos. Bolas. Fui adiando, o máximo que pude, até que caí em mim e disse “tem de comer gema”. Estava quase a fazer os 10 meses, quando preparei o primeiro 1/4 de gema. Correu bem. Passei para a 1/2 gema, também correu bem. “Estou safa”, pensei. Chegando à gema inteira, e até tive um dejá vu, 3h depois, o vómito. Bolas, são mesmo irmãs. Por recomendação da pediatra, disse para insistir na meia gema, para “habituar” o organismo, meio contrariada, continuei, e até agora, sem efeitos adversos. 

E agora coisas boas: o cuscuz! Que grande descoberta que fiz aqui para casa. Toda a gente gosta! E é tão, mas tão fácil de preparar, e tão mas tão rápido. É daquelas coisas que gosto de colocar na categoria “Enquanto Dou Banho às Miúdas”, porque é só por 2 medidas de água, para 1 de cuscuz, temperar de sal, levantar fervura, desligar, tapar, e ir à sua vidinha. Verdade! Sai sempre, sempre bem, como o amigo Jamie Oliver diz. 

O cuscuz é uma ótima alternativa ao arroz e à massa. É feito a partir da sêmola de trigo (por isso, contém glúten), e aqueles que são feitos a partir de trigo integral são mais ricos em fibra (eu uso desses). Mas não confundir com as massinhas de canja com o mesmo nome. 

Resolvi um dia destes dar cuscuz à T. Mas queria manter o sabor do cuscuz o mais natural possível, que com carne ou peixe no caldo acaba sempre por dar muito sabor ao hidrato. Então estava decidido que seria num caldo de legumes simples, e com parte da gema de ovo cozido a acompanhar. 

Correu super bem, a T. adorou! (começo a achar que sou repetitiva nos gostos gastronómicos da T.) Ah, e tolerou a gema, que é mais importante. Por isso, não podia passar sem vos deixar a receitinha deste maravilhoso cuscuz, que estou deserta para fazer em versão “gente crescida”.

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É uma boa alternativa para preparar, quando se sai de casa com o bebé. Basta levantar fervura ao caldo, colocar o cuscuz, e guardar num termo. O cuscuz cozerá pelo caminho. 

*excepto cereais com glúten, que em bebés de historial familiar sem doença celíaca deve ocorrer a introdução sempre depois dos 6 meses e antes dos 7 meses. Informação disponível na Acta Pediátrica Portuguesa, da Sociedade Portuguesa de Pediatria, Setembro/Outubro de 2012.